Acne no adulto: porque persiste e como tratar as marcas

9 de julho de 2026

A acne não é exclusiva da adolescência. Uma parte significativa dos casos que chegam à consulta de Dermatologia é de acne adulta, com causas frequentemente diferentes das da acne juvenil, e que por isso exige uma abordagem diferente.

Porque a acne persiste ou reaparece na idade adulta

Alterações hormonais, stress, determinados produtos cosméticos e predisposição genética são fatores comuns na acne adulta. Ao contrário da acne juvenil, tende a concentrar-se na zona inferior do rosto e mandíbula, e a ser mais inflamatória.

Tratar a acne ativa

O protocolo é sempre personalizado à causa identificada e ao tipo de lesão (inflamatória, comedónica ou mista) e pode incluir tratamento tópico, oral ou procedimentos em consultório, consoante o grau.

Tratar as marcas que ficam

As cicatrizes de acne são tratadas separadamente da acne ativa, geralmente com laser híbrido CO2/Érbio ou microagulhamento, que estimulam a remodelação do colagénio na zona da cicatriz. Só faz sentido tratar cicatrizes depois de a acne ativa estar controlada.

Sobre esta informação

Artigo com validação clínica da Drª Inês Pilar, Cédula Profissional OM58983, Mestre em Medicina (Universidade de Compostela), Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar, Pós-graduada em Medicina Estética (Universidade de Alcalá), com a Competência em Medicina Estética atribuída pelo Colégio de Competência de Medicina Estética da Ordem dos Médicos. Clínica registada na ERS sob o nº E162853.

Perguntas Frequentes

Posso tratar as cicatrizes enquanto ainda tenho acne ativa?

Não é recomendado. O ideal é primeiro controlar a acne ativa e só depois avançar para o tratamento das cicatrizes, para não arriscar novas lesões na área tratada.

A acne adulta tem cura?

Controla-se, mais do que se cura: com o tratamento certo é possível manter a pele estável a longo prazo, mas a causa de base (hormonal, por exemplo) pode continuar presente.

Que tipo de cicatriz responde melhor a laser?

Cicatrizes atróficas (deprimidas) costumam responder bem ao laser híbrido CO2/Érbio; o tipo exato de resposta depende da avaliação individual.