Os tratamentos que fizeste não resultaram: a razão raramente é a que pensas

14 de maio de 2024

Já fizeste peelings, séruns, talvez um ou outro procedimento, e a pele continua igual, ou pior. A conclusão mais comum é que "o tratamento não funcionou". Na maioria dos casos, o tratamento nunca foi a decisão errada: foi tomada sem dados.

O problema raramente é o tratamento

A maior parte dos protocolos falha não porque a tecnologia seja fraca, mas porque foi aplicada sem se medir primeiro o que estava efetivamente a acontecer à pele. Sem esse ponto de partida, qualquer tratamento é uma aposta, não uma decisão clínica.

Sem medição, não há decisão informada

Antes de qualquer protocolo, há quatro variáveis que determinam qual o tratamento certo, e que raramente são avaliadas fora de um contexto clínico:

  • Elasticidade cutânea
  • Espessura e densidade dérmica
  • Grau de fotoenvelhecimento (dano solar acumulado)
  • Hidratação e função de barreira

Um protocolo sem estes dados trata sintomas, não a causa. Por isso, dois pacientes com a mesma queixa podem precisar de intervenções diferentes. O mesmo tratamento pode resultar num caso e falhar noutro.

O que muda com um diagnóstico

Na Clínica Drª Inês Pilar, cada consulta de Medicina Estética começa por uma análise diagnóstica da pele, não por um menu de tratamentos. O resultado é um relatório individual, que serve de base ao plano, e o plano ao protocolo.

Diagnóstico → Plano → Protocolo → Acompanhamento → Resultado. Sem a primeira etapa, todas as seguintes ficam por confirmar.

Acompanhamento, não abandono

É essa disciplina, mais do que qualquer produto ou aparelho específico, que separa um tratamento que resulta de um que apenas se repete sem efeito.

Se já investiste em tratamentos sem o resultado esperado, a pergunta a fazer não é "qual o próximo tratamento", mas "qual é, hoje, o estado real da minha pele". É essa a pergunta que respondemos na primeira consulta.

Sobre esta informação

Artigo com validação clínica da Drª Inês Pilar, Cédula Profissional OM58983, Mestre em Medicina (Universidade de Compostela), Médica Especialista em Medicina Geral e Familiar, Pós-graduada em Medicina Estética (Universidade de Alcalá), com a Competência em Medicina Estética atribuída pelo Colégio de Competência de Medicina Estética da Ordem dos Médicos. Clínica registada na ERS sob o nº E162853.